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PARALISIA CEREBRAL
MANUAL PARA PAIS DE CRIANÇAS COM PARALISIA CEREBRAL
Meu filho nasceu diferente, o que faço agora?
Em primeiro lugar dê muita atenção e carinho, pois seu filho é especial e precisa muito do carinho de toda família.

Conheça um pouco sobre Paralisia Cerebral:
A primeira descrição de paralisia cerebral foi apresentada em 1853 por John Little, caracterizando a desordem como rigidez muscular. Mas esta enfermidade possui relatos em civilizações muito antigas.

Conceito:
PARALISIA CEREBRAL (PC) foi definida por Hagberg em (1989), como um termo usado para designar desordens motoras não progressivas (ou seja, a criança apresenta algumas dificuldades nos movimentos das pernas ou dos braços ou de todos os membros), porém estas dificuldades estão sujeitas a mudanças. Estas desordens são resultantes de uma lesão no cérebro, nos primeiros estágios do seu desenvolvimento.
A paralisia cerebral pode ocorrer por vários tipos de lesões cerebrais: anóxia (falta de oxigênio no cérebro), infecções, traumatismos, malformações etc., muitos são os tipos clínicos de paralisia cerebral e o prognóstico ou seja a recuperação funcional também é diferente para cada tipo.

ALTERAÇÕES DO DESENVOLVIMENTO
Ø Atraso no desenvolvimento do bebê podem ser: decorrentes de uma malformação e/ou lesão no cérebro, o que poderá acarretar em comprometimentos motores não se movimentar normalmente, sensoriais não enxergar ou ouvir perfeitamente cognitivos não aprender com a mesma facilidade que outras crianças da mesma idade.

Ø O desenvolvimento de uma criança segue um padrão ordenado. Ø Uma etapa é fundamental para a etapa seguinte. Ø Primeiro a criança rola no berço, Ø depois ela senta, Ø em seguida engatinha, para depois caminhar. Ø Juntamente com estes movimentos ela inicia a lalação ou seja emite sons como se tentasse falar.
Observe seu filho com cuidado, muitos destes sinais são significativos: e importantes quando observados com freqüência:

ATENÇÃO ! PROCURE OBSERVAR SEU FILHO; ELE PODERÁ LHE DAR VÁRIAS INFORMAÇÕES.
A criança apresenta:
- extrema irritabilidade - falta de contato visual
- usar somente um lado do corpo ou - expulsão da comida para fora da boca
somente os braços para se arrastar. após 6 meses
- ausência de sorriso até três meses - sucção fraca com muitos engasgos
- dificuldade para sustentar a cabeça - jogar-se para trás (principalmente após 3 meses)
- braços e pernas muito rígidos - não sentar sem apoio após 8 meses
- braços e pernas muito abertos

Quando procurar um profissional?
Logo após a confirmação do diagnóstico ou seja, saber sobre a doença de seu filho (conhecimento dos sintomas), !!!!! procure um profissional da área da saúde, um fonoaudiólogo e/ou um fisioterapeuta. Estes profissionais poderão ajudar e muito no desenvolvimento de seu bebê, tanto no aspecto da linguagem, falar, se comunicar com as pessoas que o rodeiam, como no aspecto motor, como andar, ser mais independente, comer sozinho, pentear o cabelo, escovar os dentes, e tudo que ele puder realizar sozinho.
Recomenda-se que o melhor período para procurar ajuda destes profissionais seria de 0 a 3 meses de idade. Nesta fase o cérebro reage melhor, adaptando-se mais facilmente as correções dos desvios do desenvolvimento
Procurar tratamento mais tarde dificulta a prevenção e/ou correção das alterações neuro-psico-motoras.
Após o terceiro mês, o bebê portador de lesão cerebral, aprende a movimentar-se de maneira inadequada, fixando padrões anormais de movimento, dificultando assim todo trabalho de reabilitação.
ORIENTAÇÕES PARA O BOM DESENVOLVIMENTO DA LINGUAGEM DO SEU FILHO
1 MÊS
- Sorria, fale com ele, a resposta será de sons confusos. Ele está conversando com você;
- Acaricie, embale seu filho cante para ele, mesmo achando que ele não está entendendo nada, sua voz o acalmará;
- Não tenha pressa na hora das mamadas. Este é o momento em que o bebê exercita os músculos da face, lábios e língua favorecendo uma boa articulação futura;
- Se você achar necessário o uso da chupeta, utilize então chupetas ortodônticas;
- Se for necessário o uso de mamadeira, faça como se fosse o seio, segure seu filho dos dois lados a cada mamada e não aumente o furo do bico da mamadeira. Se necessário fure o bico com uma agulha fina.
2-3-4 e 5 MESES
- Fale bastante com ele ou perto dele, muitas vezes a música o tranqüiliza quando ele está chorando;
- Dar-lhe atenção imediata quando ele está chorando, desenvolve os sentimentos de segurança e confiança, além de evitar que futuramente a criança apresente algum problema de voz.
6 e 7 MESES
- Assegure à criança espaço suficiente para movimentar-se livremente e explorar o ambiente. Através da exploração do espaço, cores, sons é que a criança se sentirá motivada a se relacionar com o mundo;
- A fala será o principal elo de comunicação entre a criança e o mundo que a cerca;
- Procure fazer jogos vocais com a criança. Faça várias séries de vogais (de preferência a que a criança utiliza mais), dando entonações diferentes, como se estivesse conversando. Ela ficará interessada e tentará repetir.

8 e 9 MESES
- Nesta fase, devido à dentição, a criança tende a babar, por este motivo introduzia maior quantidade de alimentos sólidos na dieta da criança pois a mastigação é uma das funções preparatórias para o desenvolvimento de uma boa dentição e posteriormente de uma boa fonação;
- Não obrigue a criança a repetir o que você diz, apenas estimule de forma natural;
- Ao passear com a criança, mostre-lhe animais, flores, pessoas, carros, mesmo achando que ela não vai entender. A criança nesta fase está captando todos os estímulos e sentirá motivação para falar;
- Não utilize linguagem infantil com a criança, ela ainda não está falando, mas começa a compreender o que está ouvindo. Exemplo: Mãe diz: Té bitoto? (em vez de Quer biscoito?), a criança acabará por aprender esta forma errada.
10 e 11 MESES
- Procure conversar bastante com o bebê. Para desenvolver a habilidade de comunicar-se ele precisa praticar ouvindo e falando;
- Leve-o a lugares onde haja crianças da sua idade, desta forma poderá começar a sociabilizar-se e descobrir formas de linguagem como a sua;
- Não esqueça que não deverá insistir para que a criança fale, assim ela se sentirá mais à vontade para brincar e falar.

1 ANO
- Nesta fase a criança tende a aumentar o vocabulário, ao dar banho ou ao trocar a roupa, nomeie as partes do corpo para que a criança aprenda;
- Dê-lhe papel e lápis, a criança precisa rabiscar bastante para ir adquirindo
maior coordenação de movimentos.

2 ANOS
- Acompanhar com diálogos as coisas que faz com a criança, desta forma os pais estarão encorajando-a a continuar falando;
- A criança de 2 anos é muito imaginativa, tanto assim que conta histórias riquíssimas, nas quais confunde realidade com imaginação. Nunca se deve dizer: * Não conte mentiras. O melhor é ajudá-la aos poucos, durante as conversas, a separar o real do imaginário;
- Nas conversas é importante não apontar os erros da fala. Nesta fase os músculos da fala ainda não estão bem desenvolvidos e a criança enrola as palavras;
- Não imite a fala infantil, dê-lhe o modelo correto.

ATENÇÃO !!!
* Estimular a fala na criança não significa insistir para que a criança fale ou repita a fala dos outros.
* Cuidado! Muitas vezes ao se tentar estimular a fala da criança sem o conhecimento deste processo, você poderá desestimular a fala de seu filho ou desencadear outros distúrbios na fala da criança. Antes de qualquer coisa procure orientações com o profissional da área, o Fonoaudiólogo.
AMAMENTAÇÃO

O leite é o melhor alimento para o bebê, pois oferece todos os nutrientes que ele precisa e ainda favorece um bom desenvolvimento físico, emocional e intelectual. No sugar o peito, o bebê exercita a posição correta da língua e dos músculos que irão participar da mastigação, deglutição ( engolir) e da fala, além de evitar problemas de dentição no futuro.


Até que idade o bebê deve mamar?
O leite materno deve ser oferecido, no mínimo, até 6 meses de idade. A partir de então é preciso complementar a amamentação com papinhas, sopinhas, frutas amassadas e sucos, pois só o leite materno já não é suficiente. Os demais alimentos (carne, feijão, arroz, etc.) devem ser introduzidos gradativamente, e com um ano de idade, já é possível dispensar as mamadas.

USO DA MAMADEIRA E CHUPETA
POR QUE BICO ORTODÔNTICO ?
Esterilize o bico e a mamadeira com água fervente, antes de dar ao bebê.
Ao dar a mamadeira é importante observar a posição em que o bebê se encontra: a cabeça deve ser levantada, para que ele possa engolir o alimento e não engasgar-se. A mamadeira deve ficar inclinada para que o bebê não engula ar e seu bico não deve ser colocado dentro da boca.

O bico da mamadeira deve ser ortodôntico, semelhante ao mamilo. O furo grande aumenta a passagem do líquido dificultando a coordenação entre a sucção, deglutição e respiração, podendo ocorrer uma aspiração. Quando o furo é pequeno demais causa um desgaste no bebê, colaborando para a diminuição da sucção. O tamanho ideal é aquele que ao virar a mamadeira o líquido sai em forma de gotejamento.

O bico ortodôntico propicia o contato de lábios que favorece a respiração nasal e movimentos adequados de língua, permitindo que ela se eleve, preparando as zonas de contato para a produção de sons como:/t/, /d/, /n/.

Outros bicos levam os lábios a posição invertida, causando enfraquecimento da musculatura. Além de forçarem a língua a se mover mais para frente do que para trás durante a sucção, prejudicando o desenvolvimento facial e dentário.
ALIMENTAÇÃO
É através da alimentação que a criança começa a ter noção do mundo em que vive e formar idéias em relação a ele. É importante que ela manipule os alimentos para que possa senti-los e descobri-los. Durante a alimentação ocorre diálogo entre a criança e aquele que a alimenta, é assim que ela vai desenvolvendo a fala e a linguagem: através da fala do outro.

Doces, refrigerantes e sucos artificiais devem ser evitados, pois no lugar deles poderia estar ingerindo algo bem mais saudável, com mais nutrientes e com menos riscos de provocar cáries e aumento de peso.

Para que a criança não fique comendo um pouco a toda hora, estabeleça horários que devem ser cumpridos, caso ela sinta fome no intervalo de duas refeições, dê-lhe uma fruta ou suco.

O paladar da criança deve ser respeitado mas também não se deve substituir o alimento saudável por um doce.

Durante a refeição, o ideal é que a família esteja ao redor da mesa, e sem televisão ligada, que distrai a atenção da criança fazendo com que ela coma menos ou mais do que deveria.

ASPECTOS NUTRICIONAIS
DO DESENVOLVIMENTO EMOCIONAL
ò Através do alimento a criança cria todo um conceito do mundo em que vive, das pessoas que nele habitam e das relações entre elas.

ò A alimentação oferece além de outros aspectos, inúmeras oportunidades para o desenvolvimento pessoal-social da criança – o comer sozinho, preferir e recusar alimentos, aprender cores e sabores.

ò A alimentação não deixa de ser uma forma de linguagem com os adultos. O próprio desenvolvimento da fala é influenciado pela alimentação, pois o uso da colher e dos alimentos sólidos obriga o treinamento motor da língua, e isto é importante para a aquisição – há um rico vocabulário envolvendo o dia-a-dia da alimentação.
É também forma de dar carinho, meio de obtenção de prazer, via de expressão da criança e representante do vínculo e da separação mãe-filho.
Crianças ao comer: * agradar, não contrariar
Funções que envolvem a alimentação:
* Respiração
* Sucção
* Mastigação
* Deglutição


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